Sport Club de Rio Preto
Em 1962 o Sport enfrentou o Flamengo que, com este
mesmo time, veio a ser Campeão Estadual no ano seguinte.
Se hoje, numa tarde de domingo ensolarada, o Flamengo desembarcasse
lá no campo Divino para jogar com um time da nossa cidade não
seria como há quarenta anos atrás, pois faltariam craques dos
dois lados. Mesmo assim, o campo do Divino, novamente, estaria repleto de
torcedores; afinal ainda somos apaixonados pelo futebol e temos a melhor seleção
do mundo. Por isso, estamos aqui, nesta matéria especial, para falar
do time que já enfrentou de igual para igual o Flamengo e muitos outros;
estamos aqui para falar do Sport Club de Rio Preto. Fundado
em 1917, o Sport, que ainda existe, deixou saudades naqueles que viveram aqueles
domingos e uma certa tristeza de não estar lá, naquelas tardes,
nos filhos daquela geração que também curtem o futebol.
Conversamos com o Sr. Nelson, o Simpatia, um dos jogadores
do Sport mais experientes dos idos anos sessenta. Seu Nelson, um craque na
zaga, contou-nos a alegria de jogar com a camisa verde. Disse que quando o
Sport ia jogar em Valença, a torcida riopretana comparecia em massa,
tanto que o trem ( naquele tempo o trem era o meio de transporte mais utilizado
) chegava com até cinco vagões extras. Sobre os campeonatos
de Valença, perguntamos se o Sport ganhou algum naqueles anos, a resposta
veio de primeira “ não, porque o juiz nunca deixou”. Seu
Nelson ainda nos disse que o Coroados foi o maior rival do clube riopretano.
Quando se enfrentavam, a briga já começava na torcida –
briga também diferente das de hoje. Falou de um torcedor apaixonado,
e como tal passionalíssimo, o Seu Durval Avelar. Ganhar do Sport no
campo do Divino era coisa difícil, contou o Sr. Nelson, tão
difícil que um torcedor do Coroados, numa dessas partidas, gritou que
era Coroados e dava quatro de vantagem. Imediatamente, seu Avelar peitou o
desafiante e topou a aposta. Mas, o torcedor do Coroados, sentindo o risco
de perder, logo respondeu que quem quisesse ganhar dinheiro fácil que
fosse trabalhar. Seu Durval então, claro, chiou, e com ele, outros
também. O jogo só começou depois que os ânimos
se acalmassem na torcida. E se o Sport ganhou aquela partida, ele respondeu
com a mesma facilidade com que jogava e sorri: “claro”.
Esperamos, com esta matéria especial, registrar um
pouco do que foi o Sport e estamos na torcida e com esta página à
disposição da nova direção do Sport para noticiar
a sua volta, e, tomará, que ele volte com um futebol tão colorido
quanto os das chuteiras de hoje. Enfim, que esta matéria não
pare aqui, aguardamos outras participações, por exemplo, para
falar do Sport campeão de 1938, ou para falar o que lhe aprouver, sr.
leitor, sobre este nosso clube do coração: o Sport. Texto Adriano.
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